Os 12 passos do herói no liZboa
Como já referimos anteriormente, produzir um jogo, para nós, está ao mesmo nível do que realizar um filme, escrever um livro. Muda apenas o suporte, mas no fundo o que importa, além do aspecto recreativo, o importante é contar uma história; uma boa história.
No processo criativo da narrativa do liZboa, há um conjunto de orientações que temos em conta ao delinear a acção. Os 12 passos do herói, preconizados por Joseph Campbell, são das nossas principais referências.
No livro O Herói das Mil Faces, além de outros temas, Campbell descreve um percurso que as histórias têm ou precisam de ter para uma maior empatia e imersão com o público. George Lucas, e outros realizadores e escritores, assumem publicamente estas orientações e nós, no liZboa, também. Assim sendo, quando estamos a trabalhar a acção, relembramos frequentemente em que passo está o personagem situado; tal como questionamos onde, no arco do personagem, se inscreve determinado conflito e resolução do mesmo.
A estas questões aliamos genericamente às figuras tipo preconizadas também por Vladimir Propp para construirmos um conjunto de personagens e conflitos bem sólidos.
No final, o nosso objectivo é um apenas: escrever uma história que, tendo em conta estas referências clássicas, se enquadra perfeitamente no formato de storytelling actual, com um bom gancho e recheada de cliffhangers e plot twists.