liZboa no Ignite
Em Dezembro passado, no 3º Ignite Portugal, Tiago Loureiro (produtor executivo e CEO da vectrLab) foi apresentar o liZboa. As apresentações do Ignite têm a característica de durarem 5 minutos nas quais o orador conta com 20 slides que mudam automaticamente a cada 15 segundos. O mote é “inspirem-nos, mas façam-no rápido”.
O desafio era claro e aceitámo-lo de bom grado.
Como cada jogo conta uma história, decidimos que a apresentação seria também nesse sentido pelo que a abertura começou com a pergunta “o que farias se fosses mordido por um zombie?” e o resto seguiu naturalmente.
Abaixo, deixamos o vídeo dessa apresentação.
Como o som não é o melhor, aqui ficam alguns dos tópicos falados:
- Precisamos de viver aventuras: filmes, livros, jogos, etc.;
- A nossa aventura: Zombies + Lisboa = liZboa;
- Como concretizar uma ideia sem recursos e porquê? Para termos uma maior liberdade criativa e para rompermos com os paradigmas do mercado;
- Como? Com os amigos (núcleo de apoio e confiança), networking, bootstrapping, promover encontros e estimular o universo (o que pode acontecer neste site, no FB ou noutros eventos reais).
Deixamos então uma pergunta no ar: como acham que se pode produzir um videojogo sem recursos?
There are 3 Comments to "liZboa no Ignite"
Tarefa dificil mas não impossível. Acho que a vossa campanha de angariação está no rumo certo pois parecem conhecer bem o vosso público-alvo e a forma correcta de comunicar com o mesmo mas penso que só terão mais feedback e apoio(€) da comunidade em geral quando “mostrarem obra feita” (isto é mesmo um defeito português). Será que um discreto “product-placement” no jogo não seria viável? Não me estou a referir a latas de refrigerantes espalhadas pelas ruas mas algo mais subtil. Bom da minha parte poderão contar com a minha modesta contribuição num futuro proximo.
Olá Rui, a tua opinião é bastante pertinente.
Como deves imaginar o liZboa é também um work in progress pelo que há um desenvolvimento recíproco e, mais ou menos, igual de todos os intervenientes.
O product placement é de facto uma das estratégias consideradas, no planeamento do liZboa, e a sua aplicação depende da evolução deste processo bem como da interacção dos ditos intervenientes. Na minha opinião esta liberdade torna as coisas também mais interessantes.
Rui,
Muito obrigado pelo teu feedback (atrevo-me a dizer constante) que é sempre muito bem-vindo. Tens razão quando falas no “ver para crer”. Afinal, apesar de já termos já um rol de produtos no mercado, ainda não somos particularmente conhecidos na praça pública. Contudo, a nossa estratégia de comunição passa por termos uma voz activa constante e de ir “destapando o véu” aos poucos. A meu ver, seria contraproducente mostrar muita coisa de uma vez e depois estar semanas (ou meses) sem mostrar actividade enquanto desenvolvíamos outras partes do videojogo. O nosso objectivo é mostrar não só o verdadeiro conteúdo do ‘liZboa’ mas também falar da nossa experiência enquanto developers ‘indie’. Afinal este projecto é um projecto feito por fãs para os fãs, e como tal queremos partilhar a experiência total.
Quanto ao product placement, creio que o Ângelo já respondeu à tua pertinente sugestão.
Vai ficando atento aos próximos posts.